Cientistas Israelenses desenvolveram uma técnica que permite a pessoas vítimas de acidentes ou derrames cerebrais que tornaram-se tetraplégicas possam se comunicar ou locomover-se através de fungadas.
Apesar de soar meio estranho a primeira vista, a técnica é mais eficaz do que o uso do piscar de olhos por exemplo.
De acordo com pesquisadores do instituto Weizmann, de Israel, uma mulher de 63 anos que ficou tetraplégica em conseqüência de uma esclerose múltipla, conseguiu se comunicar através de pequenos textos no início dos testes e hoje já é capaz de usar a internet. Outra mulher, essa vítima de derrame cerebral, ficou sem se comunicar por 7 meses já que ela não tinha controle total das pálpebras tornando assim impossível a comunicação através do piscar de olhos, no entanto conseguiu usar o dispositivo para se comunicar com familiares através de pequenos textos.
Em um outro caso, um homem de 30 anos, tetraplégico há mais de seis anos, conseguiu dirigir uma cadeira de rodas por mais de 30 metros e executar curvas de até 90º. Para se ter uma idéia da simplicidade dessa nova técnica, esse homem realizou esses movimentos após 3 tentativas, mesma quantidade de uma pessoa sem deficiência.
O funcionamento do dispositivo é bastante simples, ele detecta pequenas mudanças de pressão no palato mole (parte de traz do céu da boca que controla a passagem de ar pelo nariz) e transforma em sinais elétricos, então esses sinais são usados para controlar um joystick ou um mouse ou até mesmo selecionar letras do alfabeto para escrever um texto por exemplo.
De acordo com os cientistas envolvidos na pesquisa essa técnica " provê um meio de controle que é rápido, preciso, robusto e altamente conservado após lesões graves”.
Fonte: BBC Brasil






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